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Compliance e Legislação 16 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Lixo de Farmacia Hospitalar: O Que e RSS?

Farmácia hospitalar gera RSS de Grupo B e A1. Veja o que é resíduo e o que é lixo comum.

por Jorge Jason
Atualizado em 16 de junho, 2026
Lixo de Farmacia Hospitalar: O Que e RSS?

A farmácia hospitalar é uma das fontes mais subestimadas de RSS. A maior parte do que sai dali é Grupo B (químico) — não vai no lixo comum, não vai na pia, não vai no saco de Grupo A. Quem trata mal o resíduo de farmácia, paga em fiscalização da ANVISA + ambiental + Vigilância.

O que a farmácia gera

Os tipos de resíduo de uma farmácia hospitalar típica:

O que vai onde

A regra prática:

Resíduo Grupo Destino
Comprimido vencido B Incineração ou coprocessamento
Ampola vencida com líquido B Incineração
Frasco vazio de opioide B + Portaria 344 Incineração com termo
Sobra de quimioterápico B citostático Incineração obrigatória
Caixa de papelão limpa D Reciclagem
EPI de preparo de QT A1 + B Incineração

A Portaria 344 muda tudo

Medicamento controlado (psicotrópico, opioide, anabolizante, retinoide) não pode ser descartado pelo fluxo comum de RSS. Exige:

Frasco vazio de morfina, fentanil, midazolam, clonazepam — tudo isso entra no fluxo Portaria 344, não no Grupo B comum.

O erro do “lixo comum”

A infração mais autuada em farmácia hospitalar é simples: comprimido vencido ou ampola vazia descartada como lixo comum. Aconteceu em farmácia que recebia retorno de medicamento da enfermaria e separava “rápido” no final do turno.

Resultado: fiscalização ANVISA + Vigilância Sanitária local. Multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil + risco de suspensão de licença sanitária da farmácia em reincidência.

Como organizar o fluxo

Farmácia hospitalar precisa de pelo menos 3 coletores próprios:

  1. Bombona Grupo B (laranja) — medicamento vencido não-controlado, sobras, frascos
  2. Bombona Grupo B + Portaria 344 (separada, lacrada, com livro de registro) — controlados
  3. Saco preto/azul Grupo D — embalagem secundária limpa e papelão de transporte

Fluxos especiais (QT, manipulação) têm coletor dedicado.

Frequência de coleta

Farmácia hospitalar pequena: coleta quinzenal de Grupo B.

Farmácia hospitalar com central de manipulação ou QT: coleta semanal de Grupo B + plantão para vencimentos sazonais.

Hospital grande com banco de medicamentos: coleta 2x/semana, com inventário trimestral para evitar acúmulo de vencidos.

A Seven Resíduos atende farmácias hospitalares com coleta especializada de Grupo B + suporte Portaria 344 — incluindo termo de destruição arquivável.

Sua farmácia tem fluxo correto de medicamento vencido? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Farmácia #Grupo B #Medicamento #Portaria 344

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