A farmácia hospitalar é uma das fontes mais subestimadas de RSS. A maior parte do que sai dali é Grupo B (químico) — não vai no lixo comum, não vai na pia, não vai no saco de Grupo A. Quem trata mal o resíduo de farmácia, paga em fiscalização da ANVISA + ambiental + Vigilância.
O que a farmácia gera
Os tipos de resíduo de uma farmácia hospitalar típica:
- Medicamento vencido (Grupo B) — comprimido, ampola, frasco-ampola fora da validade
- Medicamento parcialmente usado (Grupo B) — sobra de injetável, frasco aberto sem uso completo
- Frasco vazio de medicamento controlado (Grupo B + Portaria 344) — opioide, benzodiazepínico, ansiolítico
- Quimioterápico residual (Grupo B citostático) — sobra de preparo, frasco vazio, EPI contaminado
- Embalagem secundária limpa (Grupo D) — caixa de papelão, blister vazio sem medicamento
- Resíduo de manipulação (Grupo B) — quando a farmácia manipula fórmulas internas
O que vai onde
A regra prática:
| Resíduo | Grupo | Destino |
|---|---|---|
| Comprimido vencido | B | Incineração ou coprocessamento |
| Ampola vencida com líquido | B | Incineração |
| Frasco vazio de opioide | B + Portaria 344 | Incineração com termo |
| Sobra de quimioterápico | B citostático | Incineração obrigatória |
| Caixa de papelão limpa | D | Reciclagem |
| EPI de preparo de QT | A1 + B | Incineração |
A Portaria 344 muda tudo
Medicamento controlado (psicotrópico, opioide, anabolizante, retinoide) não pode ser descartado pelo fluxo comum de RSS. Exige:
- Termo de inutilização assinado pelo farmacêutico responsável (RT)
- Comprovante de destruição emitido pelo tratador licenciado
- Comunicação à autoridade sanitária local em casos de volume relevante
- Arquivo do processo por 5 anos
Frasco vazio de morfina, fentanil, midazolam, clonazepam — tudo isso entra no fluxo Portaria 344, não no Grupo B comum.
O erro do “lixo comum”
A infração mais autuada em farmácia hospitalar é simples: comprimido vencido ou ampola vazia descartada como lixo comum. Aconteceu em farmácia que recebia retorno de medicamento da enfermaria e separava “rápido” no final do turno.
Resultado: fiscalização ANVISA + Vigilância Sanitária local. Multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil + risco de suspensão de licença sanitária da farmácia em reincidência.
Como organizar o fluxo
Farmácia hospitalar precisa de pelo menos 3 coletores próprios:
- Bombona Grupo B (laranja) — medicamento vencido não-controlado, sobras, frascos
- Bombona Grupo B + Portaria 344 (separada, lacrada, com livro de registro) — controlados
- Saco preto/azul Grupo D — embalagem secundária limpa e papelão de transporte
Fluxos especiais (QT, manipulação) têm coletor dedicado.
Frequência de coleta
Farmácia hospitalar pequena: coleta quinzenal de Grupo B.
Farmácia hospitalar com central de manipulação ou QT: coleta semanal de Grupo B + plantão para vencimentos sazonais.
Hospital grande com banco de medicamentos: coleta 2x/semana, com inventário trimestral para evitar acúmulo de vencidos.
A Seven Resíduos atende farmácias hospitalares com coleta especializada de Grupo B + suporte Portaria 344 — incluindo termo de destruição arquivável.
Sua farmácia tem fluxo correto de medicamento vencido? Fale com a Seven Resíduos.