PGRSS sem indicador é PGRSS no escuro. O documento técnico pode estar perfeito, mas se a comissão não acompanha números mensais, ninguém sabe se o sistema está funcionando ou já desviou. Cinco indicadores básicos cobrem o essencial — e dá para implementar em planilha simples.
Os 5 indicadores que importam
1. kg gerado por leito-dia (ou por atendimento, em ambulatorial).
Mede a produção total de RSS dividida pela ocupação. Permite comparar o hospital com benchmarks da Anahp e identificar variação anormal (pico inexplicado pode ser segregação errada inflando A1).
Referência: hospital geral 4-8 kg/leito-dia; oncológico 6-12; quaternário 10-18.
2. Taxa de segregação correta.
Auditoria mensal por amostragem (abrir 5-10 sacos no abrigo e conferir se o conteúdo bate com a cor). Mede a qualidade da segregação na ponta.
Meta: >90% de conformidade. Abaixo disso, treinamento urgente.
3. Taxa de acidente perfurocortante.
Número de acidentes registrados (CAT) por 100 profissionais por ano. Cruza com NR-32, EPI e saúde ocupacional.
Meta: <2 acidentes por 100 profissionais-ano. Acima disso, revisar coletor, treinamento, ergonomia.
4. Custo de PGRSS por leito-dia (ou por receita líquida).
Cruza o gasto mensal com a ocupação. Permite renegociar contrato com base em dado, não em achismo.
Faixa típica: 0,8-1,8% da receita líquida hospitalar.
5. Não conformidade ambiental.
Conta autuações, notificações, advertências de Vigilância e órgão ambiental no ano. Meta óbvia: zero.
Como começar do zero
Para hospital sem indicador nenhum, três passos:
Mês 1: monta a planilha. Coleta dado de peso semanal (do MTR), conta acidentes (CAT), faz primeira auditoria visual no abrigo.
Mês 2-3: repete a coleta. Agora tem duas medições — dá para ver tendência.
Mês 4+: reúne a comissão de PGRSS uma vez por mês com dashboard simples na tela. Decisão por dado, não por reunião protocolar.
O que evitar
- Coletar dado mas nunca olhar. Indicador no Excel arquivado não muda nada.
- Mudar fórmula no meio do caminho. Quebra a série histórica.
- Indicador sem meta. Sem alvo, não dá para saber se está bom ou ruim.
O retorno
Hospital com indicadores mensais ativos detecta problema em 30-60 dias; sem indicador, detecta em 6-18 meses (quando a Vigilância autua). A diferença em custo evitado é grande.
A Seven Resíduos entrega ao cliente dados estruturados de peso por grupo, MTR rastreável e relatórios mensais — base pronta para os 5 indicadores acima.
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