A otorrinolaringologia (otorrino) é especialidade essencialmente procedural — quase nenhum atendimento termina sem alguma intervenção: nasofibroscopia, audiometria, lavagem auricular, retirada de cera, retirada de corpo estranho, biópsia ambulatorial. O perfil RSS é médio volume com forte componente de aerossol e secreção respiratória, regulado pela RDC 222/2018 + RDC 8/2009 (esterilização).
Os 6 fluxos de RSS na otorrino
| Procedimento | Resíduo | Grupo |
|---|---|---|
| Nasofibroscopia | Fibra com secreção, EPI, gel anestésico | A1 + B (anestésico) |
| Lavagem auricular | Solução com cera + sangue ocasional, EPI | A1 |
| Retirada de cera (cureta, sucção) | Cera + cureta descartável + EPI | A1 + E (cureta) |
| Audiometria em cabine | Tip de espuma descartável, papel | D (lixo comum) |
| Biópsia laríngea ambulatorial | Pinça + frasco com formol + EPI | A1 + E + B |
| Retirada corpo estranho (criança, adulto) | Pinça, gaze com sangue, EPI | A1 + E |
Nasofibroscopia: o procedimento dominante
Nasofibroscopia é hoje exame de primeira linha em otorrino — feito quase em toda primeira consulta. A fibra é reesterilizada entre pacientes (RDC 8/2009), mas:
- Capa descartável da fibra (em alguns protocolos) → A1.
- Solução de glutaraldeído / ácido peracético (reprocessamento) → Grupo B se descarte de solução.
- Spray anestésico tópico (lidocaína) → embalagem D, sobra A1.
- Lenço, EPI → A1.
Lavagem auricular: volume baixo
Lavagem com seringa ou irrigador → cera e cerume vai para coletor:
- Cera retirada (cerume seco) → A1 (contém cera + secreção do ouvido).
- Solução de lavagem com cera → escoa em pia comum (não vai para RSS após drenagem).
- EPI → A1 ocasional.
Volume: 30-100 g por procedimento.
Volume e custo médio
Consultório otorrino padrão (15-25 pacientes/dia, 50-70% com nasofibroscopia):
- Volume RSS A1: 5-15 kg/mês.
- Grupo E: 0,5-2 kg/mês (curetas, lâminas).
- Grupo B: 1-3 kg/mês (anestésicos, glutaraldeído).
- Coleta especial mensal: R$200-450/mês.
- PGRSS: R$2.500-5.000 inicial.
Erros comuns
- Descartar cera de ouvido em lixo comum. É A1.
- Misturar tip de espuma de audiometria com EPI da nasofibroscopia. Tip é D, EPI nasofibroscopia é A1.
- Não classificar glutaraldeído como B. Reprocessamento gera resíduo químico.
- Reusar fibra sem registro de esterilização (RDC 8/2009).
Conclusão
Otorrino tem perfil RSS médio com componente aerossol/secreção. PGRSS proporcional, segregação adequada audio (D) vs procedimento (A1+E+B), atenção a fibra reesterilizada. Custos baixos a moderados.
A Seven Resíduos Saúde atende clínicas otorrino em São Paulo. Solicite avaliação ao perfil específico.