O teste alérgico de puntura (prick test) é rápido e parece quase nada: pinga-se o extrato no antebraço, perfura-se a pele superficialmente, espera-se a leitura. Por ser pouco invasivo, o resíduo costuma ir todo no cesto comum sem ninguém pensar. Mas houve perfuração da pele, contato com extrato e material biológico — e isso tem grupo definido.
O que sobra num teste alérgico
- Lanceta/puntor de cada perfuração na pele
- Frascos de extrato alergênico e a sobra do produto
- Algodão da antissepsia e da leitura, com contato com a pele puncionada
- Material do teste de contato (patch) quando há leitura tardia
Para onde vai cada um
O critério da RDC 222/2018 é risco e contato, não o tamanho da puntura.
- Grupo E: lanceta, puntor e qualquer ponta que perfurou a pele vão para o coletor rígido de perfurocortante, nunca em saco. Puntura superficial ainda é perfurocortante.
- Grupo A1: algodão e material com contato com a pele puncionada vão para o saco branco do infectante.
- Grupo B: frascos e sobra de extrato/solução que sejam resíduo químico seguem manejo próprio — não o lixo comum.
- Grupo D: embalagem secundária seca, sem contato.
Onde a segregação falha
O erro clássico é a lanceta do prick test indo no lixo da bancada “porque mal perfurou e nem sangrou”. Mal perfurar é perfurar: é Grupo E, e fora do coletor rígido vira acidente com quem recolhe. E os frascos de extrato descartados como lixo comum ignoram que muitos são resíduo químico. “Teste de pele” parece inofensivo no descarte — não é.
O que isso muda na prática
Teste alérgico é procedimento de minutos com resíduo de risco real e em escala (uma sessão pode ter dezenas de punturas). A decisão acontece na hora: lanceta no coletor rígido, algodão no saco branco, extrato no destino conforme o produto, embalagem seca no comum. Separar na origem evita que um teste de rotina vire acúmulo de perfurocortante mal descartado.
A Seven Resíduos atende clínicas de alergologia e imunologia com coleta licenciada e suporte de PGRSS. Veja também como funciona o perfurocortante do Grupo E, como descartar resíduo de teste tuberculínico e o que é RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
A lanceta do prick test da sua clínica vai para o coletor rígido — ou para o cesto comum? Fale com a Seven Resíduos.