Pronto Atendimento é um dos setores mais difíceis de dimensionar para coleta de RSS. Volume é imprevisível, picos são sazonais, e nem sempre se sabe quantos pacientes vão chegar amanhã. Quem dimensiona pela média anual, fica sem coleta no inverno; quem dimensiona pelo pico, paga por ociosidade no resto do ano.
Por que o PA é diferente
O Pronto Atendimento tem três características que mudam o cálculo do RSS:
- Demanda altamente sazonal — pico de viroses e síndromes gripais em maio-agosto; pico de dengue em janeiro-março; pico de acidentes em datas comemorativas
- Tempo de permanência curto — paciente entra, recebe medicação/procedimento, sai. Gera resíduo concentrado em poucas horas
- Mix de complexidade — vai do curativo simples até intubação de urgência, sem padrão fixo
O resultado: a mesma sala que gera 50 kg/dia em um terça-feira de outubro pode gerar 180 kg/dia em uma segunda-feira de junho durante surto de SRAG.
O que se descarta no PA
Tipicamente:
- Grupo A1 — gaze, compressa, EPI, equipo, sonda nasogástrica, aspirador descartável
- Grupo E — agulhas, scalp, jelco, lâminas de bisturi de pequena sutura
- Grupo B — sobra de medicamento injetável, antibiótico, anti-inflamatório, antieméticos
- Grupo D — papel toalha, embalagens de soro/medicamento, papel de impressora
Como dimensionar a coleta
Três abordagens funcionam:
1. Coleta por demanda (mais flexível)
Contrato com o transportador prevê coleta sob chamada — o PA aciona quando o abrigo atinge 70% da capacidade. Bom para volume muito variável.
2. Coleta com frequência mínima + extras
Contrato fixa 3-5 coletas/semana e prevê coletas adicionais a tarifa unitária em pico. Mais previsível para o gerador.
3. Coleta diária com volume teto
Contrato fixa coleta diária com cota fixa (ex: até 200 kg/dia). Adequado para PA grande, 24h, com volume estável.
Frequência recomendada por porte
- PA pequeno (até 100 atendimentos/dia): coleta 2-3x/semana
- PA médio (100-300 atendimentos/dia): coleta 4-6x/semana
- PA grande (300+ atendimentos/dia): coleta diária
PAs próximos a regiões com alta incidência de viroses sazonais devem ter plano de contingência ativado em maio para coleta diária no inverno.
O erro mais comum
Subestimar o pico. Hospital contrata coleta para a média anual (60 kg/dia) e em junho começa a gerar 150 kg/dia. Resultado:
- Abrigo enche em 18-24h
- Saco acumulado em corredor — NC imediata da Vigilância
- Coleta emergencial a 2-3x o preço normal
- Risco de contaminação e ruptura de saco
A solução é incluir cláusula de pico sazonal no contrato, com gatilho objetivo (ex: “coleta adicional disponível em 4h quando o gerador comunicar volume >80% do teto”).
A Seven Resíduos atende Pronto Atendimentos com contrato flexível de coleta de RSS — cota base + extras sazonais, com plantão para picos de demanda.
Seu PA tem coleta dimensionada para o pico sazonal? Fale com a Seven Resíduos.