Drogaria comum descarta pouca coisa fora do lixo comercial. Drogaria com manipulação magistral, não. Quando entra um laboratório nos fundos, o estabelecimento passa a gerar resíduo de Grupo A e Grupo B — e a coleta deixa de ser do caminhão municipal.
O que muda quando a drogaria manipula
A regra está na RDC 67/2007 (manipulação) cruzada com a RDC 222/2018 (RSS). A partir do momento em que a drogaria mistura ativo farmacêutico, ela gera:
- Grupo B (químico) — resíduo de manipulação, frascos com sobra de ativo, equipamento contaminado por princípio ativo
- Grupo A (biológico) — quando manipula injetáveis ou produtos com componente biológico
- Grupo E (perfurocortante) — agulhas, ampolas quebradas, lâminas
- Grupo D (comum) — embalagens secundárias limpas
Cada grupo vai em saco/recipiente próprio, com identificação por cor (Grupo B: laranja com símbolo de risco químico; Grupo A: branco leitoso com infectante; Grupo E: caixa rígida amarela). Misturar tudo é a infração mais autuada.
A coleta não é a do bairro
Drogaria com manipulação não pode colocar o resíduo na coleta municipal comum. Precisa de:
- Transportador licenciado para RSS (com MTR — Manifesto de Transporte de Resíduos)
- Destinador licenciado (incineração, autoclavagem, coprocessamento — depende do grupo)
- Frequência mínima compatível com volume gerado (em geral, semanal)
- Comprovante de destinação arquivado por 5 anos para fiscalização ANVISA + Vigilância Sanitária
A multa por descarte irregular varia, mas em casos de Grupo B citostático ou hormonal vai facilmente a R$ 50 mil por auto de infração, sem contar a interdição do laboratório.
Erro comum: descartar sobra de manipulação na pia
Sobra líquida de ativo manipulado não vai para o esgoto. Vai para frasco de Grupo B, fechado, rotulado, e segue para destinação. A CONAMA 430/2011 classifica efluente com ativo farmacêutico como contaminado — descarte pela pia gera autuação do órgão ambiental além da Vigilância.
Antibiótico, hormônio, corticoide, anti-inflamatório — todos têm restrição de descarte no esgoto. A drogaria que joga sobra na pia “para não acumular” está acumulando risco regulatório no lugar.
Como dimensionar a coleta
Drogaria pequena com manipulação ocasional (1-2 fórmulas/dia): coleta quinzenal, 1 bombona Grupo B + caixa Grupo E.
Drogaria média (10-30 fórmulas/dia): coleta semanal, 2 bombonas Grupo B + 1 saco Grupo A + caixa Grupo E.
Drogaria grande (50+ fórmulas/dia ou homeopatia/oncologia magistral): coleta 2x/semana, fluxo separado para hormonais e citostáticos.
A Seven Resíduos atende drogarias com manipulação magistral em todo o Brasil — coleta licenciada de RSS com MTR rastreável e frequência compatível com o volume real do laboratório.
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