O consultório por hora virou comum: a mesma sala recebe um dermatologista de manhã, um ginecologista à tarde e um clínico à noite, cada um com seu CNPJ. A estrutura é compartilhada, a agenda é fragmentada — e o resíduo de saúde, que não tem dono óbvio nesse modelo, é justamente o que costuma cair no vácuo.
O problema do resíduo sem dono
Quando ninguém é claramente o responsável, todo mundo assume que é outro. O profissional da manhã acha que o da tarde resolve; o da tarde acha que é a administração da sala; a administração acha que é de cada médico. O resultado é um coletor de perfurocortante que ninguém troca, um saco que fica além do tempo e um abrigo que ninguém dimensionou — porque a geração somada de todos nunca foi calculada como um todo.
A pergunta certa não é “esse resíduo é meu ou do outro médico?”, e sim “quem responde pelo gerenciamento do que sai dessa sala, somando todos os usuários?”.
O que organizar nesse modelo
- Um PGRSS para a operação da sala, não cinco planos soltos que se ignoram.
- Responsabilidade definida em contrato: quem mantém a coleta, o abrigo e a documentação, e como rateia.
- Dimensionamento pela soma: abrigo e frequência calculados pelo total gerado por todos os profissionais, não por um.
- Segregação padronizada: mesma regra para todos os que usam a sala, independentemente da especialidade.
O risco que passa batido
Numa fiscalização, não importa quantos CNPJs usam a sala — importa que o resíduo de saúde está sendo gerado ali e precisa de gerenciamento. “Cada um cuida do seu” não é resposta quando o coletor é compartilhado e o abrigo é um só. A informalidade do modelo não dilui a obrigação; ela só dilui a clareza de quem responde — até o dia em que alguém precisa responder.
O que isso muda na prática
Compartilhar a sala não pode significar compartilhar a omissão. O modelo funciona quando há um responsável definido pelo gerenciamento do resíduo da operação e uma regra de segregação igual para todos. O resíduo é coletivo na geração; a responsabilidade precisa ser explícita na hora de responder por ele.
A Seven Resíduos atende consultórios compartilhados e clínicas multiprofissionais com coleta licenciada e estruturação de PGRSS. Veja também quem é o gerador de RSS, o que é o PGRSS e a coleta de RSS em clínica dentro de shopping. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
Na sala que sua clínica divide, alguém responde pelo resíduo de todos — ou cada um acha que é o outro? Fale com a Seven Resíduos.