A clínica decide trocar de empresa de coleta — por preço, por atendimento, por insatisfação. A decisão é legítima e comum. O problema raramente é a empresa nova; é o intervalo entre a saída de uma e a entrada da outra, quando o resíduo continua sendo gerado e ninguém combinou quem cobre os dias de transição.
Por que a transição é o ponto frágil
A coleta de RSS não é um serviço que se desliga e liga sem consequência. Entre o último dia da empresa antiga e o primeiro da nova existe uma janela em que o resíduo continua nascendo, o abrigo continua enchendo e o prazo de armazenamento continua correndo. Trocar sem sobrepor os contratos é deixar a clínica alguns dias sem coleta — e a responsabilidade pelo que está no abrigo continua sendo do gerador, não da empresa que saiu.
O que não pode ficar no vácuo
- Sobreposição de contrato: a nova começa antes (ou no dia) de a antiga sair, sem janela descoberta.
- Última coleta documentada: a empresa que sai precisa deixar o último MTR e o certificado de destinação do que levou.
- Pendências fechadas: nenhum manifesto aberto da empresa antiga; ciclo encerrado antes de virar a chave.
- Cadastro atualizado: o novo transportador e destinador vinculados no sistema antes da primeira coleta dela.
- Abrigo com folga: dimensionar a transição contando com um ou dois dias de margem, não no limite.
Onde a troca vira não conformidade
O risco clássico aparece na fiscalização meses depois: um mês sem manifesto, justamente o da transição, porque a antiga já tinha saído e a nova ainda não tinha entrado. A RDC 222 da Anvisa cobra rastreabilidade contínua — não “rastreabilidade, exceto no mês em que troquei de fornecedor”. Trocar de empresa não suspende a obrigação; só muda quem a executa.
O que muda na prática
Trocar de empresa de coleta é decisão de gestão, não um risco — desde que a transição seja planejada: contratos sobrepostos, último ciclo da antiga fechado e documentado, novo prestador cadastrado antes de começar. Bem conduzida, a clínica nem sente; mal conduzida, ela descobre o buraco na próxima vistoria.
A Seven Resíduos faz a transição de coleta de RSS sem janela descoberta. Veja também o MTR eletrônico no SINIR: como a clínica emite, o CDF: o certificado que fecha o ciclo do RSS e quando a coleta de RSS falha o que fazer.
Sua clínica trocou de empresa com os contratos sobrepostos — ou ficou uns dias sem coleta? Fale com a Seven Resíduos.