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Compliance e Legislação 17 de maio, 2026 · 2 min de leitura

Caso real: clínica multada R$ 110 mil por embargo

Clínica autuada por reabrir após embargo VISA sem notificar regularização. Cronograma e 3 erros fatais.

por Jorge Jason
Atualizado em 17 de maio, 2026
Caso real: clínica multada R$ 110 mil por embargo

A clínica

Caso anonimizado. Clínica multi-especialidade em capital do Sudeste (4 médicos, 600 atendimentos/mês). Em fiscalização inicial em 2023, recebeu embargo parcial de área de procedimento por sala em condição inadequada (piso danificado, sem sinalização). Diretor da clínica, em vez de notificar VISA sobre regularização, reabriu a sala 30 dias depois sem comunicação formal.

A descoberta

Fiscalização de retorno em 2025 (campanha estadual): área embargada em uso normal. Sem comunicação documentada à VISA sobre cessação do embargo. Sem ART nova após reforma do piso. Sem ata interna do ato.

Auto

Órgão Capitulação Valor
VISA municipal Reabertura sem comunicação + cessação embargo irregular R$ 65.000
CETESB Lei 12.305 + corresponsabilidade ambiental R$ 25.000
MTE NR-32 + sala em condição inadequada operada R$ 20.000
TOTAL R$ 110.000

Diretor adicionalmente respondeu pessoalmente em ação administrativa (Lei 6.437) por descumprimento de embargo — risco de inabilitação 2 anos.

Cronograma regularização

Semana Ação Custo
1-3 Defesa preliminar com advogado especialista R$ 18.000
4-12 Adequação física definitiva + ART nova + comunicação VISA formal R$ 28.000
13-24 Negociação redução: VISA reduziu R$ 45k, CETESB manteve, MTE reduziu R$ 12k R$ 6.000 advogado fase recursal
25-36 Pagamento parcelado (12x) + reabilitação RT

Total exposição: R$ 162.000.

3 erros estruturais

1. Reabertura sem comunicação VISA

Embargo só cessa com comunicação formal + auto de constatação VISA + nova licença sanitária quando aplicável. Reabrir antes = descumprimento + multa cumulativa.

2. Sem ART nova após reforma

Reforma de área embargada exige nova ART do RT atestando adequação. Sem ART = cadeia documental quebrada.

3. Sem ata interna do ato

Reabertura deveria ter ata da direção + comissão de PGRSS + RT documentando cumprimento das condicionantes. Sem ata = sem defesa.

4 lições prevenção

  1. Embargo nunca termina sozinho — só com comunicação formal + auto VISA
  2. Reforma exige ART nova — assinada pelo RT, comunicada VISA
  3. Ata interna obrigatória após qualquer ação corretiva regulatória
  4. Comunicação proativa à VISA — ofício + protocolo + email institucional

Custo correto preventivo

Comunicação formal + ART + ata: R$ 2-5 mil. Vs exposição R$ 162k = relação 30-80x.

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Tags #Caso Real #compliance #embargo #Multa #rdc 222

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