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Compliance e Legislação 13 de junho, 2026 · 5 min de leitura

Tireoide: PGRSS I-131 Selpercatinib Lenvatinib SELECT

Iodo-131, lenvatinib SELECT, sorafenib DECISION, selpercatinib RET e dabrafenib ATC reescrevem o PGRSS endocrinologia oncológica.

por Jorge Jason
Atualizado em 13 de junho, 2026
Tireoide: PGRSS I-131 Selpercatinib Lenvatinib SELECT

A endocrinologia oncológica da tireoide de 2026 cobre três grandes categorias histológicas com algoritmo terapêutico bem diferenciado. O carcinoma diferenciado de tireoide (DTC) — papilar (80%) e folicular (10%) — opera com lobectomia ou tireoidectomia total + linfadenectomia central (VI) seletiva + ablação por iodo-131 (I-131) em casos selecionados (alto risco), seguido de supressão hormonal com levotiroxina. O carcinoma medular de tireoide (MTC) — derivado das células C parafoliculares, 4% — opera com tireoidectomia total + linfadenectomia central e lateral compartimentos II-IV, com triagem de mutação RET (germinativa em MEN2A/2B/FMTC, somática em esporádico) e terapia dirigida com selpercatinib (Retevmo, LIBRETTO-001) ou cabozantinib (EXAM) em metastático. O carcinoma anaplásico de tireoide (ATC) — agressivo, < 2%, sobrevida medida em meses — opera com dabrafenibe + trametinibe em BRAF V600E (60% dos ATC) seguindo o estudo ROAR/COMBI-T.

Em DTC iodo-refratário avançado, o algoritmo de 2026 inclui lenvatinibe (Lenvima, estudo SELECT) primeira linha — TKI multikinase com ganho de PFS superior a 18 meses contra 3,6 do placebo — e sorafenibe (Nexavar, DECISION) segunda linha. Em MTC iodo-refratário com RET fusion ou mutação, selpercatinibe e pralsetinibe ampliam o arsenal molecular.

Cada categoria reescreve o plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS) do serviço de endocrinologia oncológica.

I-131: o resíduo radioativo mais antigo do PGRSS hospitalar

O iodo-131 é, do ponto de vista de PGRSS, o radioisótopo mais bem estabelecido em uso clínico. Emite radiação beta com componente gama, meia-vida física de 8,02 dias, e é administrado em ablação pós-tireoidectomia ou em tratamento de metástase iodocaptante em atividades de 30 a 250 mCi. O paciente é fonte radioativa ambulante por 5-7 dias após a dose, com excreção majoritária por urina, saliva e suor. A regulamentação CNEN-NN-3.05 define internação em quarto blindado para doses ≥30 mCi (limite varia conforme jurisdição estadual), descarte de urina, saliva e roupa contaminada como Grupo C (rejeitos radioativos) com armazenamento em decaimento (cerca de 80 dias = 10 meias-vidas) antes da liberação.

A regra prática que falha em auditoria: hospital que opera I-131 sem quarto blindado com banheiro próprio com tanque de decaimento descarrega resíduo radioativo na rede de esgoto comum — descumprimento grave da CNEN.

Tabela: terapias tireoide oncológica 2026 e classificação PGRSS

Estratégia Estudo-pivô / Indicação Resíduo gerado Classificação RDC 222/2018
Tireoidectomia + linfadenectomia VI DTC + MTC ressecável Tecido + drenos + EPI A1 + E + D
I-131 ablação (30-250 mCi) DTC alto risco pós-cirurgia Urina + saliva + roupa + EPI C (radioativo) + A1
Lenvatinibe (Lenvima, SELECT) DTC iodo-refratário 1L Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Sorafenibe (Nexavar, DECISION) DTC iodo-refratário 2L Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Selpercatinibe (LIBRETTO-001) MTC RET / DTC RET fusion Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Pralsetinibe (ARROW) MTC RET / DTC RET fusion Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Cabozantinibe (EXAM) MTC metastático Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Vandetanibe (ZETA) MTC hereditário/esporádico Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Dabrafenibe + Trametinibe (ROAR) ATC BRAF V600E Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)

A leitura cruzada da tabela mostra que o serviço opera, no mesmo paciente em sequência, cirurgia tireoidectomia (A1+E+D), radioterapia metabólica I-131 (Grupo C com licença CNEN) e terapia oral dirigida (B) — três categorias muito distintas.

A medicina nuclear como ponto crítico do PGRSS endócrino

A entrada do I-131 no algoritmo de DTC desde a década de 1940 fez da medicina nuclear ponto crítico do PGRSS endocrinológico. Centros que rodam mais de 100 ablações/ano operam com dois a quatro quartos blindados, tanque de decaimento dimensionado para volume urinário, dosímetros individuais para equipe de enfermagem, físico médico de tempo integral e protocolo escrito específico para alta hospitalar (taxa de exposição < 30 µSv/h a 1 metro).

Para o serviço que estrutura essa frente, a Seven Resíduos atua na interface entre endocrinologia oncológica e PGRSS auditável, com coleta especializada para resíduos hospitalares de alta complexidade calibrada para serviços que rodam I-131, SELECT, LIBRETTO e ROAR em escala.

Três perfis: como diferentes serviços absorvem o algoritmo 2026

Centro endocrinológico oncológico de referência (mais de 200 DTC/ano + medicina nuclear): opera tireoidectomia + I-131 + TKI dirigido. Tem cirurgião de cabeça e pescoço, endocrinologista, médico nuclear, físico médico integrados. PGRSS dedicado por procedimento.

Hospital geral com serviço de endocrinologia (50-100 DTC/ano): opera tireoidectomia e TKI oral. Encaminha I-131 e ATC para centro de referência. PGRSS cobre fluxo padrão de cirurgia e oral.

Clínica endocrinológica ambulatorial: opera seguimento pós-cirurgia, supressão hormonal, prescrição de TKI. PGRSS limitado a Grupo B oral com logística reversa de comprimidos.

Três erros recorrentes em PGRSS endocrinológico oncológico

  1. Descartar urina pós-I-131 em rede sanitária comum. A urina contém I-131 ativo por dias e exige tanque de decaimento dedicado. Erro é descumprimento CNEN com multa grave.
  2. Tratar comprimido de lenvatinibe vencido como medicamento oral comum. TKI oncológico é Grupo B citostático com fluxo específico.
  3. Confundir selpercatinib (RET-específico) com lenvatinib (multikinase). O lenvatinib gera mais resíduo por toxicidade gastrointestinal (vômito + diarreia frequente) — protocolo de PGRSS para excretas precisa contemplar.

O horizonte 2027: theranostics de tireoide e novos RET

A próxima onda inclui ¹²⁴I PET/CT para mapeamento pré-ablação, theranostics com Astatina-211 para metástase iodo-refratária e inibidores RET seletivos de nova geração para resistência a selpercatinib/pralsetinib. Cada categoria nova exige revisão do PGRSS.

Para aprofundar, leia o post sobre oncologia próstata avançada com Pluvicto e o artigo sobre oncologia pâncreas com Lutathera, além do panorama geral de PGRSS oncológico. Como referência, a norma CNEN-NN-3.05 e o estudo SELECT publicado no NEJM são leitura obrigatória.

Pronto para alinhar seu PGRSS à endocrinologia oncológica de 2026? Fale com a Seven Resíduos e estruture um plano que acompanhe seus protocolos.

Tags #Iodo-131 #Lenvatinib #RET #Tireoide

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