Bolsa de soro fisiológico, glicose 5%, ringer lactato — cada paciente internado usa várias por dia. Quando esvazia, para onde vai? A resposta surpreende muita equipe: depende se a bolsa está realmente vazia ou se tem medicamento residual.
Bolsa vazia, sem medicamento
Bolsa de soro fisiológico simples, sem adição de medicamento, totalmente vazia (sem líquido residual):
- Vai no saco preto — Grupo D (resíduo comum)
- Tratamento: aterro sanitário (alguns plásticos podem ir para reciclagem se a operação local recolher)
A lógica: se não contém substância biológica nem química residual, é resíduo comum.
Bolsa com medicamento residual
Quando o paciente recebeu medicamento na bolsa — antibiótico, eletrólito concentrado, anticonvulsivante, citostático — sobra resíduo da droga na bolsa e no equipo mesmo depois de a infusão terminar:
- Vai no Grupo B (químico) se a droga é citostático, hormônio, antibiótico, anticonvulsivante
- Vai no Grupo A1 (biológico) se a bolsa contém sangue, hemoderivado ou contaminação biológica residual
A regra prática: se a bolsa teve medicamento adicionado, presuma Grupo B até confirmar que é só soro puro.
E o equipo?
O equipo (a linha plástica que liga a bolsa ao paciente):
- Equipo de soro simples sem medicamento: Grupo D
- Equipo de quimioterapia / citostático: Grupo B (citotóxico) + agulha em coletor amarelo
- Equipo de hemotransfusão: Grupo A1 (sangue) + perfurocortante separado
- Equipo de medicação IV (antibiótico, antiemético, etc): Grupo B
A agulha ou cateter do equipo, ao ser removido, sempre vai para coletor amarelo perfurocortante (Grupo E) — separado do resto.
O erro mais comum
A equipe costuma jogar toda bolsa no saco branco “por precaução”. Isso infla o volume de Grupo A1, aumenta o custo de incineração e não tem base regulatória. A boa prática é:
- Soro fisiológico puro vazio → saco preto
- Bolsa com medicamento → Grupo B
- Equipo + agulha → perfurocortante amarelo
- Sangue ou hemoderivado → saco branco A1
Decisão consciente, não precaução.
Volume importa
Em hospital de médio porte com 200 leitos, geram-se 300-600 bolsas de soro por dia. Se todas vão para Grupo A1 por engano, isso é muito kg/mês a mais em incineração. Migrar o que é Grupo D corretamente reduz custo em 10-20%.
A Seven Resíduos faz coleta especializada por grupo com cobrança por peso real — hospital paga pelo que de fato é A1, B, E ou D.
Quer organizar a segregação de soro e equipo no seu hospital? Fale com a Seven Resíduos.