A pergunta parece básica, mas o acidente acontece todo dia: agulha jogada no saco branco, no saco preto, ou solta na lixeira do banheiro. Agulha usada tem destino único — e a regra está na RDC 222/2018 e na NBR 13853.
O destino certo
Agulha usada (e qualquer perfurocortante) vai no coletor amarelo rígido — nunca no saco, nunca em frasco improvisado. Esse coletor:
- É feito de polietileno de alta densidade (PEAD) ou papelão rígido com revestimento
- Tem boca antirretorno (a agulha entra mas não volta)
- Vem identificado com símbolo de perfurocortante
- Tem capacidade definida (3, 7, 13 ou 20 litros)
Quando atinge 2/3 da capacidade, fecha e descarta — não enche até o topo. Por isso o coletor cheio é tão perigoso: agulha sobressai, perfura o saco externo, acidenta o coletador.
O que mais entra junto
Além de agulha, no mesmo coletor amarelo:
- Lâmina de bisturi
- Ampola de vidro quebrada
- Lanceta de glicemia
- Estilete e fio cortante de sutura
- Capilar de hematócrito
O que NÃO entra: gaze, curativo, luva, frasco vazio, comprimido. Cada um tem seu destino próprio.
E se acontecer acidente perfurocortante?
Protocolo padrão da NR-32:
- Lavar o local com água e sabão (não espremer).
- Notificar a chefia imediata e a CIPA.
- Abrir CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) em até 24 horas.
- Procurar serviço de PEP (profilaxia pós-exposição) se houver risco de HIV ou hepatite B.
- Acompanhamento sorológico em 0, 3 e 6 meses.
Subnotificar não é opção. A NR-32 exige registro, mesmo para “picada pequena”.
O que o hospital deve garantir
Três rotinas:
- Coletor amarelo em todo posto de uso de agulha — não apenas no posto central de enfermagem.
- Reposição automática quando atinge 2/3 — não esperar a equipe pedir.
- Treinamento NR-32 anual com prática de descarte correto.
A Seven Resíduos faz coleta de perfurocortante Grupo E em fluxo dedicado, com coletor adequado e MTR rastreável.
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