Aparece principalmente em clínica pequena ou afastada: “para que pagar coleta se eu queimo o resíduo aqui mesmo? Fogo resolve tudo”. A ideia parece prática e econômica. O problema é que queimar o próprio RSS não é tratar resíduo — é criar um problema ambiental e legal maior do que o que se queria evitar.
Por que queimar não é tratar
Tratamento de RSS é um processo controlado, licenciado e monitorado: autoclave, incineração industrial e outras tecnologias que inativam o risco em condições verificáveis. Queimar a céu aberto ou num tambor no fundo do terreno não faz nada disso: não atinge temperatura controlada, não inativa o risco de forma garantida, libera fumaça tóxica e dispersa contaminantes. “Botar fogo” parece destruir o resíduo, mas só transforma um problema contido num problema espalhado pelo ar e pelo solo.
O que o mito ignora
- Queima a céu aberto é proibida: a destinação de RSS exige tecnologia licenciada, não fogo improvisado.
- Não inativa o risco de forma confiável: sem controle de temperatura e processo, o perigo biológico não é eliminado com segurança.
- Cria passivo ambiental: fumaça, cinzas e solo contaminado são poluição que a clínica passa a responder.
- Não há comprovação de destinação: sem tratador licenciado, não existe certificado — para a fiscalização, o resíduo simplesmente desapareceu sem rastro.
Onde o mito custa caro
O que parecia economia vira a pior conta: além da multa sanitária, entra a ambiental, e a clínica fica sem qualquer documento que prove destinação correta — porque não houve. A RDC 222 da Anvisa, junto da legislação ambiental, exige que o RSS siga para tratamento e destinação por prestador licenciado, com rastreabilidade. “Eu mesmo queimei” não é uma forma de destinação prevista; é uma infração documentada pela própria ausência de documento.
O que muda na prática
A clínica não trata o próprio RSS, do mesmo jeito que não opera o próprio aterro. O resíduo de risco vai para coleta e tratamento licenciados, com manifesto e certificado — esse é o único caminho que protege a clínica e o ambiente. Fogo no quintal não economiza; ele troca uma despesa previsível por um passivo ambiental e legal.
A Seven Resíduos faz a coleta licenciada e a destinação correta de RSS com rastreabilidade. Veja também o mito de que pouco resíduo não precisa de coleta especializada, o CDF: o certificado que fecha o ciclo do RSS e o mito de que resíduo congelado deixa de ser infectante.
Sua clínica destina o RSS com tratamento licenciado — ou alguém ainda acha que “fogo resolve”? Fale com a Seven Resíduos.