O exame de fezes — parasitológico, coprocultura, pesquisa de sangue oculto — é rotineiro no laboratório e no consultório. Por ser “só uma amostra pequena num potinho”, o descarte costuma seguir no automático para o lixo da bancada. Mas a amostra de fezes não é resíduo comum: ela é material biológico, com potencial de carregar parasitas, bactérias e vírus — e é justamente isso que o exame procura.
Por que a amostra de fezes é Grupo A
A amostra fecal é material biológico humano com alta probabilidade de conter agentes infecciosos — afinal, o exame existe para detectar parasitas e patógenos entéricos. Por isso o frasco com a amostra, a espátula usada para coletar e tudo que teve contato direto entram no Grupo A (infectante), seguindo para coleta e tratamento licenciados. O fato de a amostra ser pequena não muda a natureza: o critério é o contato biológico e o potencial infeccioso, não o volume.
O que vai em cada grupo
- Frasco/coletor com a amostra: material biológico — Grupo A.
- Espátula, swab ou pá de coleta usada: contato direto — Grupo A.
- Meio de coprocultura semeado: material biológico amplificado — Grupo A, nunca lixo comum.
- Tubo e lâmina usados na análise: contato com a amostra — Grupo A.
- Embalagem seca, papel da requisição, frasco lacrado não usado: sem contato — Grupo D (comum).
A regra é a de sempre: o que conteve ou tocou a amostra é infectante; o que ficou seco e sem contato é comum.
Onde o erro custa caro
O deslize clássico é o “é só cocô num potinho”: frasco e espátula indo no lixo da sala, e a coprocultura tratada como descarte qualquer. O material com maior carga de patógenos entéricos sai da clínica como comum, expõe quem recolhe e a responsabilidade pela destinação errada continua sendo do gerador. A RDC 222 da Anvisa classifica pelo contato e pela natureza biológica — uma amostra coletada justamente para procurar parasita não tem como ser lixo doméstico.
O que muda na prática
Exame de fezes gera pouco volume, mas alto potencial infeccioso: frasco, espátula e, sobretudo, a coprocultura são Grupo A. Separar na bancada, no recebimento e na análise da amostra, evita que o exame mais simples do laboratório vire a não conformidade mais evitável do abrigo.
A Seven Resíduos apoia a segregação correta e a coleta licenciada de RSS. Veja também como descartar resíduo de exame de urina, como descartar resíduo de coleta de secreção e Grupo A x Grupo D: a regra do contato.
Na sua clínica, o frasco de fezes vai pro Grupo A — ou pro lixo da bancada “porque é pouco”? Fale com a Seven Resíduos.