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Compliance e Legislação 07 de maio, 2026 · 4 min de leitura

LGPD no consultório: como o descarte de prontuário, MTR e CDF se conecta com a proteção de dados

Prontuário, etiqueta de exame, MTR podem conter dado pessoal sensível. Veja como o descarte de RSS conversa com a LGPD em consultório, clínica e laboratório.

por Jorge Jason
Atualizado em 07 de maio, 2026
LGPD no consultório: como o descarte de prontuário, MTR e CDF se conecta com a proteção de dados

Dado de saúde é sensível — descarte mal feito vira multa LGPD

A LGPD (Lei 13.709/2018) classifica dado de saúde como dado sensível (Art. 5º, II) — categoria mais protegida da legislação. Tratamento inadequado, incluindo descarte sem segurança, pode gerar:

E onde a LGPD encontra o RSS? Em 3 pontos práticos:

1. Prontuário médico físico ou digital ao final da guarda obrigatória

2. Etiquetas de exame, frascos de amostra, papéis administrativos com nome de paciente

3. MTR e CDF que podem conter, em campo de observação, identificação do paciente

Esse texto cruza LGPD + RDC 222 para o gestor de consultório/clínica.

A guarda mínima do prontuário — quanto tempo guardar

Antes de descartar, lembre-se dos prazos de guarda:

Tipo de prontuário Prazo mínimo de guarda
Prontuário médico (CFM 1.821/2007) 20 anos do último atendimento
Prontuário odontológico (CFO Resolução 91/2009) 10 anos do último atendimento
Prontuário em serviço público de saúde (DataSUS) 20 anos
Receituário comum Em geral, 5 anos
Receituário B (psicotrópicos) 5 anos (Portaria 344/1998)
MTR e CDF 5 anos (RDC 222/2018)
Documentação de licença/PGRSS Permanente enquanto operação

Antes do prazo: não descarte. Após o prazo: descarte com segurança.

Como descartar prontuário e documentação de saúde com segurança

Caminho A — trituração no consultório

Triturador de papel cross-cut (corta em retângulos pequenos, não em fitas) é o padrão recomendado:

Atenção: trituração em fitas longas ainda permite reconstituição. Use cross-cut ou micro-cut.

Caminho B — empresa especializada em destruição documental

Para grandes volumes (clínicas grandes, laboratórios, hospitais pequenos):

Caminho C — descarte digital

Para prontuário digital:

O que NÃO fazer

A interface com o MTR e o CDF

MTR e CDF não devem conter dado de paciente em geral. Mas em casos específicos podem aparecer (frasco de biopsia identificado, observação de coleta especial). Atenção:

A política interna de proteção de dados

Independentemente do tamanho da clínica, a LGPD exige (em diferentes graus):

Conclusão — LGPD e RDC 222 são primos, não estranhos

Quem opera PGRSS bem feito já tem cultura de rastreabilidade documental. LGPD adiciona a camada de dado pessoal sensível — mas o ponto de partida é o mesmo: organização, identificação, prazo, destinação documentada.

A Seven Resíduos Saúde fornece, no contrato anual, modelo de política interna de descarte documental alinhado com LGPD + RDC 222. Solicite a proposta.

Tags #ANPD #dado sensível #descarte papel saúde #gestão clínica #Lei 13709 #LGPD #P2 compliance #prontuário descarte #proteção de dados #rdc 222

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