A urologia gera resíduo molhado com diversidade alta
Urologia ambulatorial e cirúrgica leve gera alto volume de fluidos contaminados (urina com sangue, lavado de bexiga, líquido de irrigação durante cistoscopia) e diversidade de instrumental (sondas, agulhas de biópsia, espéculos descartáveis, escovas de citologia).
Esse texto traz o roteiro de descarte para consultório de urologia clínica + procedimentos ambulatoriais (cistoscopia, vasectomia, biópsia prostática, ureteroscopia ambulatorial em alguns casos).
Tabela de descarte — urologia
| Resíduo | Grupo | Acondicionamento | Observação |
|---|---|---|---|
| Sonda vesical descartável (Foley, Nelaton) | Grupo A | Saco branco | Contato com urina/uretra |
| Sonda nasogástrica/uretral usada | Grupo A | Saco branco | — |
| Bolsa coletora de urina | Grupo A se com urina, Grupo D se vazia/seca | Saco branco | — |
| Cistoscópio descartável (cápsula, canal de trabalho) | Grupo A | Saco branco | — |
| Agulha de biópsia prostática (TRUS) | Grupo E | Caixa amarela | — |
| Tecido prostático em frasco fixador | Patologia (fluxo paralelo) | NÃO no abrigo de RSS | — |
| Escova de citologia oncótica masculina | Grupo A | Saco branco | — |
| Lâmina de citologia (vidro fino) | Grupo E (cortante) | Caixa amarela | — |
| Frasco de citologia em meio líquido (ThinPrep, etc.) | Patologia | Fluxo paralelo | — |
| Líquido de irrigação contaminado (lavado de bexiga) | Grupo A | Saco branco com absorvente ou diretamente no esgoto após desinfecção (avaliar PGRSS) | — |
| Anestésico local vencido | Grupo B | Bombona | — |
| Lubrificante xilocaína gel | Tubo Grupo D se vazio, Grupo B se com sobra | Conforme | — |
| Frasco de testosterona (TRT) vencido | Grupo B (medicamento controlado) | Logística reversa do fornecedor | — |
| Agulha de aplicação de testosterona | Grupo E | Caixa amarela | — |
| Gaze, algodão com sangue | Grupo A | Saco branco | — |
| Cistoscópio rígido (instrumento) | Esterilizar, não descartar | — | — |
Os 4 pontos críticos da urologia
1. Líquido de irrigação contaminado — protocolo do PGRSS
O lavado de bexiga durante cistoscopia gera soro fisiológico contaminado com urina + sangue. Em alguns destinos, após desinfecção com hipoclorito pode ir para esgoto. Em outros, vai para saco branco com absorvente (vermiculita ou resíduo absorvente). Verifique o procedimento aceito pela sua coletora e descreva no PGRSS.
2. Biópsia prostática — agulha + frasco separados
Agulha de biópsia (TRUS — biópsia transretal): caixa amarela imediatamente. Tecido coletado: frasco com formaldeído → laboratório de patologia. Não confunda os fluxos.
3. Testosterona injetável — controlado, logística reversa
Testosterona é medicamento controlado. Frasco vencido: devolução ao fornecedor (logística reversa estruturada). Não vai para coletora comum.
4. Lâmina de citologia — perfurocortante
Lâminas de vidro são cortantes. Mesmo as descartadas após análise: caixa amarela.
Estimativa mensal — urologia clínica + procedimentos
Para 1 cadeira clínica + 1 sala procedimento, 100-150 atendimentos/mês:
| Grupo | Volume estimado | Recipiente típico mensal |
|---|---|---|
| Grupo A (biológico) | 7-12 kg | 3-4 sacos brancos 30 L |
| Grupo E (perfurocortante) | 0,8-1,5 kg | 1 caixa amarela 7 L (troca a cada 6 semanas) |
| Grupo B (químico — anestésicos, testosterona vencida) | 0,5-2 kg | 1 bombona 5 L (troca semestral) |
| Grupo D (comum) | 6-10 kg | 2-3 sacos pretos 30 L (coleta urbana) |
Custo médio SP capital (2026): R$ 200-340/mês.
Conclusão — urologia exige PGRSS específico para fluidos
A urologia tem ponto único que poucas especialidades têm: o lavado vesical e fluidos contaminados em volume considerável. PGRSS deve descrever explicitamente o procedimento de descarte desses fluidos (com absorvente ou após desinfecção, conforme destinador da coletora).
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