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Compliance e Legislação 07 de maio, 2026 · 4 min de leitura

Descarte em oftalmologia: colírios, lentes de contato, soluções de teste e cirurgia ambulatorial

Consultório de oftalmologia gera resíduo discreto em volume mas amplo em variedade. Veja o descarte correto de colírios, lentes, soluções, peças cirúrgicas refrativas.

por Jorge Jason
Atualizado em 07 de maio, 2026
Descarte em oftalmologia: colírios, lentes de contato, soluções de teste e cirurgia ambulatorial

A oftalmologia tem volume baixo mas categoria diversa

Consultório de oftalmologia (clínico, refrativo ou cirúrgico ambulatorial) gera menos massa de RSS por mês que a maioria das outras especialidades. Mas a variedade é interessante: colírios e soluções vencidas (Grupo B), lentes de contato de teste descartadas (Grupo D ou A dependendo do uso), agulhas de injeção intravítrea (Grupo E), resíduo de cirurgia refrativa ambulatorial (Grupo A), soluções de irrigação ocular (Grupo A se contaminada).

Esse texto é o guia direto para oftalmologia clínica e cirúrgica ambulatorial.

Tabela de descarte — oftalmologia

Resíduo Grupo Acondicionamento Observação
Colírio vencido (frasco lacrado) Grupo B (medicamento) Bombona ou logística reversa
Frasco de colírio aberto, vazio Grupo D Lixo comum Sem resíduo
Frasco de teste de fluoresceína Grupo B Bombona Reagente
Solução de Schirmer (papel) Grupo A Saco branco Contato com lágrima/conjuntiva
Lente de contato de teste descartada Grupo A se usada por paciente, Grupo D se virgem Conforme uso
Lente intra-ocular (LIO) descartada (rejeitada antes da implantação) Grupo D Lixo comum (sem contaminação) Não tocou paciente
Agulha de injeção intravítrea (anti-VEGF, etc.) Grupo E Caixa amarela Subcutânea ou intravítrea
Frasco de anti-VEGF vazio Grupo B (medicamento) Bombona ou logística reversa
Compressa, gaze (procedimento) Grupo A Saco branco
Anestésico tópico vencido (proximetacaína, tetracaína) Grupo B Bombona
Solução de irrigação ocular intra-cirúrgica Grupo A se contaminada Saco branco
Aparelhos pequenos (tonômetro de teste, Goldmann) Esterilizar, não descartar Reutilizáveis
Cone de tonômetro descartável Grupo A Saco branco Contato com córnea
Avental cirúrgico descartável Grupo A se com fluido, Grupo D se seco Conforme caso
Laser de YAG ou femtosecond — peças trocadas RAEE Coleta especial

Os 4 pontos críticos da oftalmologia

1. Colírios vencidos — não no esgoto, não no lixo comum

Frasco com colírio vencido contém medicamento ativo + conservantes. Vai para bombona Grupo B ou logística reversa do fabricante (alguns laboratórios oftalmológicos aceitam devolução). Nunca esgoto ou lixo comum.

2. Agulha de injeção intravítrea — atenção especial

Agulha intravítrea é muito longa e fina (30G ou similar). Caixa amarela com profundidade adequada. Risco percutâneo alto se descartada errada.

3. Lente de contato de teste — depende do uso

Em consultórios de adaptação, muitas lentes podem virar Grupo A em um único atendimento. Tenha lixeira branca específica na bancada.

4. Frasco de anti-VEGF — logística reversa

Anti-VEGF (ranibizumabe, aflibercepte, bevacizumabe) é medicamento de alto custo com logística reversa estruturada pelo fabricante. Devolva os frascos vazios pelo programa do fabricante — não vai para coletora comum.

Estimativa mensal — oftalmologia clínica + cirurgia ambulatorial

Para 1 cadeira clínica + 1 sala de pequenos procedimentos (cirurgia refrativa LASIK ou anti-VEGF), 80-120 atendimentos/mês:

Grupo Volume estimado Recipiente típico mensal
Grupo A (biológico) 3-5 kg 1-2 sacos brancos 30 L
Grupo E (perfurocortante) 0,5-1 kg 1 caixa amarela 7 L (troca a cada 6 semanas)
Grupo B (químico — colírios, anti-VEGF) 0,5-2 kg 1 bombona 5 L (troca semestral) + logística reversa
Grupo D (comum) 6-10 kg 2-3 sacos pretos 30 L (coleta urbana)

Custo médio de coleta SP capital (2026): R$ 130-220/mês (frequência mensal ou quinzenal).

Cirurgia oftalmológica ambulatorial — o que muda

Em cirurgia de catarata ambulatorial, LASIK, cirurgia refrativa, vitrectomia ambulatorial:

Custo de coleta sobe para R$ 250-450/mês com frequência semanal ou quinzenal.

Conclusão — oftalmologia “leve” pede atenção dirigida

A oftalmologia ambulatorial não justifica descuido por gerar pouco — gera categorias diversas (especialmente Grupo B com medicamentos de alto custo) e logística reversa específica que muitos consultórios desconhecem ou desconsideram.

Custo médio: R$ 130-450/mês dependendo do mix de cirurgia. Investimento em conformidade: trivial.

A Seven Resíduos Saúde tem plano específico para oftalmologia em SP capital e ABC: coleta mensal/quinzenal, bombona Grupo B fornecida, orientação de logística reversa de anti-VEGF, PGRSS-modelo oftalmológico. Solicite a proposta.

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