A oftalmologia tem volume baixo mas categoria diversa
Consultório de oftalmologia (clínico, refrativo ou cirúrgico ambulatorial) gera menos massa de RSS por mês que a maioria das outras especialidades. Mas a variedade é interessante: colírios e soluções vencidas (Grupo B), lentes de contato de teste descartadas (Grupo D ou A dependendo do uso), agulhas de injeção intravítrea (Grupo E), resíduo de cirurgia refrativa ambulatorial (Grupo A), soluções de irrigação ocular (Grupo A se contaminada).
Esse texto é o guia direto para oftalmologia clínica e cirúrgica ambulatorial.
Tabela de descarte — oftalmologia
| Resíduo | Grupo | Acondicionamento | Observação |
|---|---|---|---|
| Colírio vencido (frasco lacrado) | Grupo B (medicamento) | Bombona ou logística reversa | — |
| Frasco de colírio aberto, vazio | Grupo D | Lixo comum | Sem resíduo |
| Frasco de teste de fluoresceína | Grupo B | Bombona | Reagente |
| Solução de Schirmer (papel) | Grupo A | Saco branco | Contato com lágrima/conjuntiva |
| Lente de contato de teste descartada | Grupo A se usada por paciente, Grupo D se virgem | Conforme uso | — |
| Lente intra-ocular (LIO) descartada (rejeitada antes da implantação) | Grupo D | Lixo comum (sem contaminação) | Não tocou paciente |
| Agulha de injeção intravítrea (anti-VEGF, etc.) | Grupo E | Caixa amarela | Subcutânea ou intravítrea |
| Frasco de anti-VEGF vazio | Grupo B (medicamento) | Bombona ou logística reversa | — |
| Compressa, gaze (procedimento) | Grupo A | Saco branco | — |
| Anestésico tópico vencido (proximetacaína, tetracaína) | Grupo B | Bombona | — |
| Solução de irrigação ocular intra-cirúrgica | Grupo A se contaminada | Saco branco | — |
| Aparelhos pequenos (tonômetro de teste, Goldmann) | Esterilizar, não descartar | — | Reutilizáveis |
| Cone de tonômetro descartável | Grupo A | Saco branco | Contato com córnea |
| Avental cirúrgico descartável | Grupo A se com fluido, Grupo D se seco | Conforme caso | — |
| Laser de YAG ou femtosecond — peças trocadas | RAEE | Coleta especial | — |
Os 4 pontos críticos da oftalmologia
1. Colírios vencidos — não no esgoto, não no lixo comum
Frasco com colírio vencido contém medicamento ativo + conservantes. Vai para bombona Grupo B ou logística reversa do fabricante (alguns laboratórios oftalmológicos aceitam devolução). Nunca esgoto ou lixo comum.
2. Agulha de injeção intravítrea — atenção especial
Agulha intravítrea é muito longa e fina (30G ou similar). Caixa amarela com profundidade adequada. Risco percutâneo alto se descartada errada.
3. Lente de contato de teste — depende do uso
- Lente removida da embalagem mas não tocou paciente: Grupo D (lixo comum)
- Lente experimentada pelo paciente: Grupo A (saco branco)
Em consultórios de adaptação, muitas lentes podem virar Grupo A em um único atendimento. Tenha lixeira branca específica na bancada.
4. Frasco de anti-VEGF — logística reversa
Anti-VEGF (ranibizumabe, aflibercepte, bevacizumabe) é medicamento de alto custo com logística reversa estruturada pelo fabricante. Devolva os frascos vazios pelo programa do fabricante — não vai para coletora comum.
Estimativa mensal — oftalmologia clínica + cirurgia ambulatorial
Para 1 cadeira clínica + 1 sala de pequenos procedimentos (cirurgia refrativa LASIK ou anti-VEGF), 80-120 atendimentos/mês:
| Grupo | Volume estimado | Recipiente típico mensal |
|---|---|---|
| Grupo A (biológico) | 3-5 kg | 1-2 sacos brancos 30 L |
| Grupo E (perfurocortante) | 0,5-1 kg | 1 caixa amarela 7 L (troca a cada 6 semanas) |
| Grupo B (químico — colírios, anti-VEGF) | 0,5-2 kg | 1 bombona 5 L (troca semestral) + logística reversa |
| Grupo D (comum) | 6-10 kg | 2-3 sacos pretos 30 L (coleta urbana) |
Custo médio de coleta SP capital (2026): R$ 130-220/mês (frequência mensal ou quinzenal).
Cirurgia oftalmológica ambulatorial — o que muda
Em cirurgia de catarata ambulatorial, LASIK, cirurgia refrativa, vitrectomia ambulatorial:
- Volume de Grupo A aumenta para 8-15 kg/mês (gaze, compressa, sutura)
- Surge fragmento ocular (cápsula posterior, vítreo) — Grupo A1
- Solução BSS (irrigação intra-cirúrgica) contaminada — Grupo A
- Sutura monofilamentar com agulha — Grupo E (agulha) + Grupo A (fio)
- Frasco de viscoelástico vazio — Grupo D
Custo de coleta sobe para R$ 250-450/mês com frequência semanal ou quinzenal.
Conclusão — oftalmologia “leve” pede atenção dirigida
A oftalmologia ambulatorial não justifica descuido por gerar pouco — gera categorias diversas (especialmente Grupo B com medicamentos de alto custo) e logística reversa específica que muitos consultórios desconhecem ou desconsideram.
Custo médio: R$ 130-450/mês dependendo do mix de cirurgia. Investimento em conformidade: trivial.
A Seven Resíduos Saúde tem plano específico para oftalmologia em SP capital e ABC: coleta mensal/quinzenal, bombona Grupo B fornecida, orientação de logística reversa de anti-VEGF, PGRSS-modelo oftalmológico. Solicite a proposta.