Em quase todo hospital brasileiro, o custo do PGRSS está 15-30% acima do necessário — não porque o serviço é caro, mas porque três pontos básicos estão mal calibrados. A boa notícia: corrigir os três não exige investimento grande, exige atenção.
Por onde começa o desperdício
O custo do PGRSS tem três alavancas que o gestor controla:
1. Segregação errada na ponta. Quando a equipe joga Grupo D no saco branco, paga incineração no que era aterro comum. Em hospital de médio porte, isso pode inflar a fatura mensal em 20-40%.
2. Coleta com frequência inadequada. Contrato bissemanal em hospital que gera volume diário transborda abrigo (e gera taxa extra). Coleta diária em clínica pequena é dinheiro jogado fora.
3. Falta de auditoria do tratador. Tratador sem licença atualizada cobra mais e expõe o hospital à responsabilidade solidária PNRS.
As três ações que reduzem custo
Ação 1: treinar a equipe direito
Treinamento NR-32 + RDC 222 anual, com cartaz colorido em cada posto, reduz erro de segregação em 60-80%. Resultado direto: menos Grupo A inflado, menos custo de incineração. Investimento típico: R$ 5-15 mil/ano em hospital médio. Retorno: 30-60 mil/ano em fatura reduzida.
Ação 2: ajustar frequência ao volume real
Mede-se o volume gerado por 30 dias, separado por grupo. Recalibra a frequência. Hospital que descobre que produz menos Grupo B do que paga, renegocia. Hospital que descobre que precisa de coleta diária em vez de trissemanal, evita transbordamento e multa.
Ação 3: revisar contrato e tratador
Contrato de 5+ anos sem revisão geralmente está fora do mercado. Cotar com 2-3 fornecedores licenciados, verificar certificado de destinação por carga (não só agregado mensal), e exigir cláusula de ajuste de frequência sem renegociação.
O que NÃO funciona
- Cortar treinamento para economizar — gera mais erro, mais Grupo A inflado, mais custo.
- Trocar de tratador só pelo preço — tratador sem licença é responsabilidade solidária na multa.
- Comprar coletor mais barato sem especificação ABNT — rompe, vaza, vira retrabalho.
Resultado prático
Hospital de médio porte que aplica as três ações reduz custo total de PGRSS em R$ 100-300 mil/ano, sem perder conformidade — ganha em fiscalização. É o tipo de retorno que financeiro adora.
A Seven Resíduos faz coleta especializada de RSS com contrato calibrado ao perfil real do hospital e material de apoio para treinamento da equipe.
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