O consultório de otorrino faz muito procedimento “de minuto”: lavagem de ouvido, remoção de cerume, cauterização de sangramento nasal, aspiração de secreção, retirada de corpo estranho. São rápidos e parecem inofensivos — e por isso a segregação ali costuma ser feita no automático. Mas cada um desses procedimentos gera material com contato biológico, e às vezes químico e cortante.
O que sobra num atendimento de otorrino
- Algodão, gaze e cotonete com cerume, secreção ou sangue
- Cânula e ponteira de aspiração descartáveis
- Material da cauterização nasal (química ou elétrica) e gaze com sangue
- Espéculo, otoscópio descartável e curetas de cerume de uso único
- Substância cáustica/química da cauterização (ex.: nitrato de prata)
Para onde vai cada um
O critério da RDC 222/2018 é contato biológico e risco, não a rapidez do procedimento.
- Grupo A1: algodão, gaze, cotonete, cânula e ponteira com secreção, cerume ou sangue vão para o saco branco do infectante. Contato com mucosa é contato biológico.
- Grupo E: cureta, lâmina ou ponta cortante de uso único vão para o coletor rígido de perfurocortante.
- Grupo B: sobra de cáustico/químico da cauterização (como bastão de nitrato de prata) segue manejo químico — não vai no comum.
- Grupo D: embalagem secundária seca e papel sem contato.
Onde a segregação falha
O erro clássico é o cotonete com cerume e a ponteira de aspiração indo no cesto comum “porque foi só uma limpeza de ouvido”. Secreção e cerume são contato biológico; o resíduo é Grupo A. E o bastão de cautério químico jogado no comum transforma um procedimento de minuto em descarte irregular de resíduo químico.
O que isso muda na prática
Procedimento de otorrino é rápido, não é de baixo risco. A decisão acontece em segundos, ao fim do atendimento: material com secreção/sangue no saco branco, cortante no rígido, químico de cautério no destino próprio, embalagem seca no comum. Separar na origem evita que o consultório de maior rotatividade seja o de erro mais frequente.
A Seven Resíduos atende consultórios e clínicas de otorrino com coleta licenciada e suporte de PGRSS. Veja também o que é o resíduo do Grupo A, como funciona o Grupo B químico e o que é RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
O cotonete com cerume e o bastão de cautério do seu consultório vão para o lugar certo? Fale com a Seven Resíduos.