Todo hospital tem medicamento vencido. É inevitável: estoque que rotaciona, dose que sobra, ampola que ultrapassa validade. O que muita gente não sabe é que esse medicamento não pode ir para o lixo comum — nem para a pia, nem para o coletor amarelo. A regulação tem regra própria.
O que diz a regulação
A RDC 222/2018 da Anvisa classifica medicamento vencido como Grupo B (resíduo químico). Isso significa coletor próprio, transporte específico e destinação por incineração controlada ou devolução ao fabricante via logística reversa.
Para alguns tipos, a regra é ainda mais rigorosa:
- Citostáticos (quimioterápicos): Grupo B com fluxo de citotóxico — exige cabine, EPI específico e descarte separado.
- Psicotrópicos e entorpecentes (Portaria 344/1998): descarte com testemunha e registro em livro próprio. Sem isso, a farmácia hospitalar fica em irregularidade.
- Antibióticos e hormônios: Grupo B padrão, mas com atenção ao impacto ambiental se mal destinados.
O erro mais comum
A equipe da farmácia hospitalar costuma juntar tudo num único saco e mandar para o abrigo externo. Isso mistura citostático com hormônio, com antibiótico, com ansiolítico. Em auditoria, é exatamente isso que a Vigilância pega.
O correto é separar por categoria no momento do descarte, identificar o lote, registrar a saída no sistema e fechar o ciclo com o transportador autorizado.
Logística reversa para o paciente
Outro ponto: o paciente que recebeu medicamento ambulatorial e não usou (TKI oncológico, biológico, hormônio) precisa ter onde devolver. Programas de logística reversa do CRF e dos fabricantes (Bayer, Roche, Novartis, AstraZeneca) operam em farmácias parceiras — Drogasil, Pacheco, Pague Menos, Raia. Hospital que orienta o paciente reduz o passivo difuso e ganha pontos em ESG.
O que verificar no seu hospital
Três perguntas rápidas:
- A farmácia tem coletor diferente para citostático, psicotrópico e medicamento padrão?
- O livro de Portaria 344 está atualizado e com testemunha?
- O contrato de coleta cobre Grupo B com rastreabilidade do lote?
Se alguma resposta é “não”, vale revisar antes da próxima auditoria.
A Seven Resíduos faz coleta especializada de medicamento vencido hospitalar com rastreabilidade por lote e destinação auditável — incluindo citostáticos, psicotrópicos e Portaria 344.
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