Quem trabalha em laboratório clínico sabe: o volume de resíduo gerado por dia é alto e cheio de agulha, frasco com sangue e reagente químico. Misturar tudo no mesmo coletor é o erro mais comum — e o que mais aparece em auditoria da Vigilância Sanitária.
O que entra em cada coletor
São basicamente três fluxos que o laboratório gera todos os dias:
| Item | Onde vai | Por quê |
|---|---|---|
| Agulha + tubo de coleta com sangue | Coletor amarelo (Grupo E) | Perfurocortante com risco biológico |
| Frasco de hemocultura + meio de cultura usado | Saco branco (Grupo A1) | Material biológico contaminado |
| Reagente vencido + ácido + corante | Coletor específico (Grupo B) | Químico, segue RDC 222 + CONAMA 430 |
Parece simples. Na prática, a equipe trabalha em ritmo acelerado e acaba descartando frasco de hemocultura no amarelo ou agulha no branco. Isso é o que a inspeção pega.
Por que isso importa para o gestor
Um laboratório de médio porte coleta 300 a 600 tubos por dia. Em volume mensal, é resíduo demais para coletor genérico. O contrato de coleta de RSS precisa estar dimensionado pelo volume real — não pelo que o laboratório teve no primeiro ano de operação.
Outro ponto: o reagente químico. Muitos laboratórios ainda jogam corante de Wright, álcool absoluto e ácido tricloroacético na pia. A CONAMA 430/2011 não permite. O descarte correto é como Grupo B, com transportador específico.
Como saber se está tudo certo
Três sinais práticos:
- Os coletores têm cor diferente e identificação clara? Amarelo para perfurocortante, branco com listras para biológico, coletor próprio para químico.
- A equipe foi treinada nos últimos 12 meses? NR-32 exige reciclagem periódica.
- A coleta externa vem na frequência certa? Laboratório com volume alto não pode operar com coleta semanal.
Se algum desses três falha, vale revisar o contrato de coleta antes da próxima inspeção.
A Seven Resíduos atende laboratórios clínicos com coleta especializada de RSS ajustada ao volume real do dia a dia — agulhas, hemoculturas e reagentes em fluxos separados, com rastreabilidade no MTR.
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