A Unidade de Terapia Intensiva é o setor que mais gera RSS por leito do hospital. Sonda, dreno, gaze, EPI, frasco de medicamento, hemocomponente, máscara N95 — tudo descartado em fluxo intenso, 24h. Quem dimensiona coleta de RSS pela média da enfermaria, subdimensiona a UTI e enche o abrigo.
Por que UTI gera tanto
O paciente crítico tem alta densidade de procedimentos invasivos: ventilação mecânica, hemodiálise, monitorização contínua, acesso venoso central, sonda vesical, drenos. Cada procedimento gera consumíveis:
- Circuito de ventilação com secreção respiratória (Grupo A1) — troca a cada 7 dias por leito
- Filtros e bolsas de hemodiálise (Grupo A1 e B) — 3x/semana por sessão
- Gaze, compressa, curativo de acesso (Grupo A1) — múltiplas trocas/dia
- EPI da equipe (Grupo A1) — luva + máscara + avental por contato com paciente
- Sondas, drenos, frascos de coleta (Grupo A1) — descarte por procedimento
- Frascos de medicamento residual (Grupo B) — antibiótico, sedativo, controlados
O volume real
Comparativo de geração de RSS por leito-dia:
| Setor | Geração média (kg/leito-dia) |
|---|---|
| Enfermaria comum | 1,5 – 3,0 |
| UTI adulto | 5,0 – 9,0 |
| UTI neonatal | 4,0 – 7,0 |
| UTI coronariana | 5,5 – 8,5 |
| Unidade semi-intensiva | 3,0 – 5,0 |
Um hospital com 20 leitos de UTI gera, sozinho, entre 100 e 180 kg/dia de RSS apenas naquele setor — equivalente a uma enfermaria de 50-70 leitos.
Frequência correta de coleta interna
Coleta interna da UTI não pode seguir o ritmo da enfermaria. A regra prática:
- A cada turno (3x/dia) — coletores de Grupo A em quartos isolados ou de paciente em precaução
- 2x/turno — coletor de perfurocortante em sala de procedimento
- A cada 4-6h — saco de Grupo A do posto de enfermagem
- Diária — Grupo B (medicamentos residuais), Grupo D (papel/embalagem)
- Imediata — após procedimento de grande porte (intubação, traqueostomia, punção)
Coletor cheio na UTI vira foco de ruptura e contaminação cruzada — risco que ninguém precisa correr.
O fluxo até o abrigo externo
A UTI precisa de:
- Coletores próprios em cada quarto (Grupo A) + sala de procedimento (A + E)
- Carrinho fechado exclusivo para transporte interno — separado do fluxo de pacientes e visitas
- Rota direta ao abrigo sem cruzar áreas críticas
- Frequência de coleta externa diária (transportador licenciado) para evitar acúmulo
O erro de subdimensionar
Hospital que assina contrato de coleta baseado em média global subdimensiona a UTI em 30-50%. Resultado:
- Abrigo enche antes do dia da coleta
- Saco fica empilhado em corredor (NC imediata)
- Vigilância autua em fiscalização
- Custo de coleta emergencial dispara
A Seven Resíduos dimensiona contratos de coleta com base no perfil real do hospital — não na média de enfermaria — e opera coleta diária de UTIs com frota dedicada.
Sua UTI tem coleta dimensionada pelo volume real? Fale com a Seven Resíduos.