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Compliance e Legislação 12 de junho, 2026 · 5 min de leitura

Câncer de Pulmão: PGRSS na Era Osimertinibe FLAURA

Osimertinibe FLAURA, alectinibe ALEX, sotorasibe e pembrolizumabe KEYNOTE-024 reescrevem o PGRSS torácico oncológico. Veja.

por Jorge Jason
Atualizado em 12 de junho, 2026
Câncer de Pulmão: PGRSS na Era Osimertinibe FLAURA

A oncologia torácica de 2026 organizou o tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC) avançado em torno de dois eixos paralelos: a medicina de precisão dirigida a alvos moleculares e a imunoterapia checkpoint inhibitor isolada ou combinada. O osimertinibe (estudo FLAURA) é primeira linha consolidada para mutações ativadoras do EGFR (deleção do éxon 19 e L858R), agora estendida para uso adjuvante no estudo ADAURA após ressecção em estágios IB-IIIA. O alectinibe (ALEX) e o brigatinibe (ALTA-1L) dominam a primeira linha do NSCLC ALK-rearranjado. O crizotinibe mantém espaço em ROS1, com lorlatinibe e entrectinibe ampliando o arsenal. O sotorasibe (CodeBreaK 100) e o adagrasibe (KRYSTAL-1) abriram o nicho KRAS G12C, antes considerado intratável. O selpercatinibe atende RET-fusion, o larotrectinibe atende NTRK e o dabrafenibe + trametinibe cobre BRAF V600E.

Em paralelo, a frente imunoterápica sustenta-se em quatro pilares: pembrolizumabe monoterapia (KEYNOTE-024 para PD-L1≥50%), pembrolizumabe + quimioterapia (KEYNOTE-189 para não-escamoso, KEYNOTE-407 para escamoso), atezolizumabe + bevacizumabe + carboplatina + paclitaxel (IMpower150) e nivolumabe + ipilimumabe + 2 ciclos de QT (CheckMate-9LA). Em estágio III irressecável, o durvalumabe consolidação (PACIFIC) após quimiorradiação concomitante é padrão.

Para o serviço de oncologia torácica, cada eixo terapêutico reescreve não só protocolos clínicos — reescreve também o plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS).

A nova matriz de PGRSS torácico

O paciente NSCLC avançado de 2026 atravessa, ao longo da jornada terapêutica, quatro a seis fluxos distintos de PGRSS: terapia oral dirigida (Grupo B medicamento), quimioterapia citotóxica platino-doublet (Grupo B sobreposto a A1+E), imunoterapia monoclonal isolada ou combinada (Grupo A1+B+E), radioterapia conformacional ou estereotáxica (Grupo D ou A1), broncoscopia diagnóstica seriada (Grupo A1+E) e — em casos selecionados — cirurgia VATS ou ressecção robótica (Grupo A1+E+D).

A regra prática que falha em auditoria: equipes assumem que terapia oral dirigida (osimertinibe, alectinibe, sotorasibe) “não gera resíduo hospitalar” porque o paciente leva o blister para casa. Erro. O hospital ainda gera resíduo no preparo, controle de estoque, descarte de comprimidos partidos ou vencidos e logística reversa via farmácia.

Tabela: terapias NSCLC avançado 2026 e classificação PGRSS

Classe terapêutica Estudo-pivô / Indicação Resíduo gerado Classificação RDC 222/2018
Osimertinibe FLAURA / ADAURA EGFR del19/L858R Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Alectinibe / Brigatinibe ALEX / ALTA-1L ALK+ Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Sotorasibe / Adagrasibe CodeBreaK / KRYSTAL KRAS G12C Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Pembrolizumabe (KEYNOTE-024) PD-L1≥50% 1L Frasco residual + linha + EPI A1 + B + E
Pembro + QT (KEYNOTE-189/407) Combinado 1L Frasco + linha + EPI + QT residual A1 + B + E
Nivo + Ipi + QT (CheckMate-9LA) 1L combinado Frasco + linha + EPI A1 + B + E
Durvalumabe (PACIFIC) Estágio III pós-CRT Frasco residual + linha + EPI A1 + B + E

A leitura cruzada da tabela mostra que o serviço opera, no mesmo paciente e em sequência, terapia oral (B isolado) e infusão biológica complexa (A1+B+E), frequentemente alternando classes ao longo de progressão tumoral. O fluxo deixou de ser linear e passou a ser longitudinal, com revisão mensal do PGRSS específico por paciente.

A broncoscopia oncológica como vetor crítico

O paciente NSCLC moderno faz broncoscopia com EBUS (ecobroncoscopia) e biópsia transbrônquica para diagnóstico inicial, broncoscopia de seguimento para resposta ao tratamento, e — em casos selecionados — broncoscopia terapêutica com crioterapia ou laser para obstrução central. Cada procedimento gera fluxo distinto de Grupo A1 (biológico), Grupo E (perfurocortante: agulhas EBUS, fórceps de biópsia descartáveis) e Grupo D (embalagens secundárias). Em centros de alta complexidade, o broncoscópio reutilizável passa por reprocessamento que gera Grupo B (resíduo de detergente enzimático e desinfetante de alto nível, glutaraldeído ou ácido peracético).

Para o serviço que estrutura essa interface entre medicina de precisão, imunoterapia, broncoscopia e PGRSS, a Seven Resíduos atua com coleta especializada para resíduos oncológicos hospitalares calibrada para serviços de oncologia torácica em escala.

Três perfis: como diferentes serviços absorvem o algoritmo 2026

Centro oncológico torácico de referência (mais de 200 NSCLC novos/ano): opera todas as classes terapêuticas, tem broncoscopista intervencionista, oncologista clínico, radio-oncologista e farmacêutica oncológica integrados. PGRSS é dedicado por especialidade e revisto a cada novo protocolo aprovado.

Hospital geral com serviço de oncologia (50-150 NSCLC/ano): opera quimioterapia, imunoterapia e terapia oral dirigida. PGRSS cobre infusão e oral, falta integrar dado de broncoscopia diagnóstica e radioterapia.

Clínica oncológica ambulatorial: opera infusão de imunoterapia e prescrição de oral dirigida. PGRSS limitado a Grupo A1+B+E ambulatorial, com contrato semanal de coleta e rastreabilidade por paciente.

Três erros recorrentes em PGRSS torácico oncológico

  1. Tratar comprimido oral oncológico vencido como medicamento comum. Osimertinibe, alectinibe, sotorasibe são citostáticos orais Grupo B com fluxo específico de incineração — não descarte ambulatorial padrão.
  2. Não rastrear resíduo de broncoscopia EBUS por paciente. Agulhas EBUS, fórceps e cassetes de citologia geram resíduo perfurocortante (Grupo E) com contaminação biológica (Grupo A1) em paciente potencialmente bacilífero (TB) ou imunossuprimido. Rastreabilidade evita contaminação cruzada.
  3. Confundir resíduo de reprocessamento de broncoscópio com resíduo comum. Detergente enzimático e desinfetante de alto nível geram efluente Grupo B que requer tratamento antes do lançamento, regulado pela CONAMA 430.

O horizonte 2027: ADC, CAR-T e bispecíficos

A próxima onda inclui trastuzumabe deruxtecane (T-DXd) em NSCLC HER2-mutado (DESTINY-Lung), os primeiros relatos de CAR-T anti-MUC16 e anti-DLL3 para câncer de pulmão de pequenas células e os bispecíficos amivantamabe (EGFR x MET, estudo MARIPOSA) e tarlatamabe (DLL3 x CD3, DeLLphi-301 SCLC). Cada categoria nova exige revisão do PGRSS antes do primeiro paciente.

Para aprofundar, leia o post sobre oncologia colorretal avançada e o artigo sobre oncologia próstata avançada, além do panorama geral de PGRSS oncológico. Como referência, a RDC 222/2018 da ANVISA e o estudo FLAURA publicado no NEJM são leitura obrigatória.

Pronto para alinhar seu PGRSS à oncologia torácica molecular de 2026? Fale com a Seven Resíduos e estruture um plano que acompanhe a velocidade dos seus protocolos.

Tags #Câncer de Pulmão #Imunoterapia #NSCLC #Osimertinibe

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