A cirurgia de unha encravada — a matricectomia — é um procedimento de consultório rápido: anestesia local no dedo, remoção da borda da unha, às vezes cauterização da matriz, curativo. Por ser pequena e ambulatorial, costuma ser tratada no descarte como se gerasse quase nada. Mas ali há lâmina, sangue e fragmento de tecido — três resíduos de risco, cada um com seu caminho.
O que o procedimento realmente gera
- Lâmina de bisturi e agulha da anestesia: perfurocortante, Grupo E, direto no coletor rígido. Nunca soltas no saco.
- Fragmento de unha e tecido com sangue: material biológico, Grupo A (infectante). Gaze e curativo encharcados seguem o mesmo caminho.
- Sobra de cáustico da cauterização da matriz (fenol, por exemplo): químico, Grupo B.
- Embalagem secundária seca, sem contato: Grupo D.
A regra que organiza isso é a de sempre: o que decide o grupo é a natureza do material e o risco, não o tamanho do procedimento.
Por que o erro aqui é frequente
A unha encravada parece coisa de “tirar um pedacinho”, e é aí que a confusão começa: o fragmento com sangue vai para o saco comum, a lâmina para o lugar errado, o fenol da cauterização escorre sem o cuidado do Grupo B. O problema não é falta de norma; é a decisão tomada em segundos, num procedimento que parece banal demais para ter risco. Lâmina e fenol não ficam menos perigosos porque o procedimento foi pequeno.
Onde isso pesa
Podologia, dermatologia e cirurgia ambulatorial fazem matricectomia em série. Cada caso gera pouco — uma lâmina, um fragmento, um pouco de cáustico — mas multiplicado pela agenda vira volume relevante de Grupo E, A e B saindo todo dia. Quando vai para o lugar errado, há acidente para quem manuseia depois e não conformidade que o fiscal encontra. O acerto é igualmente simples: coletor rígido e recipiente de químico onde se opera.
O que isso muda na prática
Cirurgia de unha encravada não é exceção: é mais um procedimento em que a decisão de descarte acontece na mão de quem opera, no instante seguinte. Ter o coletor de perfurocortante e o recipiente do Grupo B no ponto onde se faz a matricectomia é o que mantém a segregação correta sem depender de ninguém arrumar depois.
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Na sua clínica, a lâmina da matricectomia vai para o coletor rígido — ou some no saco como se fosse nada? Fale com a Seven Resíduos.